Banner

sábado, 9 de abril de 2011

ENTREVISTA DE EMPREGO - VENÇA A TIMIDEZ

Uma das maiores dificuldades que os profissionais enfrentam em uma entrevista é vencer a sua própria timidez..
Hoje, as empresas buscam profissionais com habilidade de comunicação capazes de desenvolverem um relacionamento interpessoal positivo além da capacidade de trabalhar em equipe; pessoas otimistas, dinâmicas, assertivas etc. Estas dentre outras exigências, não deixam qualquer espaço aos tímidos.
É sabido que a maioria das pessoas tímidas receiam as entrevistas porque estas obrigam ao candidato se expor, abordando suas questões pessoais aflorando todo o seu sentimento de insegurança com relação ao seu desempenho profissional e pessoal, enfatizando as características negativas, reforçando a tendência natural à autocrítica, despertando sua consciência acusativa o que demonstrará um certo pessimismo para com a situação atual.
Este profissional excessivamente tímido, pode ter o domínio técnico, entretanto não sabe explicitá-lo ou apresentar todo o seu potencial, sua timidez impede a expressão de uma simples idéia, tornando-a uma pessoa prolixa, detalhista e cansativa e com isso todo o seu marketing pessoal fica comprometido, dificultando assim sua aprovação em um processo seletivo.
Seguem algumas dicas para dominarmos nossa timidez:
• Prepare-se de maneira adequada para as entrevistas de emprego, existem questões chaves que devem estar na “ponta da língua” a ponto de você poder narrar sem hesitação:
 Conte-nos sobre seu histórico profissional.
 Por que você foi demitido(a) do seu emprego anterior?
 Fale sobre seus pontos fortes e fracos?
 O que você mudaria em você?
 Qual o seu objetivo nesta empresa?
 Por que devemos contrata-lo(a)?
• Pratique as entrevistas. Simule-as. Grave-as fita K7 ou se possível em vídeo. Analise-se friamente e confira como se sente - dinâmico ou parado; autoconfiante ou amedrontado; nervoso ou calmo; convincente ou enrolador.
• Seja realista. Não exagere nas suas expectativas e nem sobre suas credenciais.
• Seja você mesmo. Não finja autenticidade.
• Uma vez concluída a entrevista, avalie-a racionalmente
• Combata a ansiedade pós entrevista, não fique “ruminando” sobre o que falou ou deixo de falar, aprimore-se para as próximas!
• Tenha sempre diante de si mesmo:
 todos os candidatos têm medo de fazer entrevistas.
 todos os candidatos, exceto um (o escolhido - e este pode ser você), serão rejeitados para o cargo.
“Pesquisas indicam que profissionais tímidos geralmente demoram não apenas a conquistar uma nova colocação, mas também a desenvolver uma carreira rápida e auto-sustentada.”

GESTO DE IMPACTO

Seu jeito de cumprimentar as pessoas revela muito sobre você. Veja o que seu aperto de mão pode estar dizendo.

Um dos poucos contatos físicos permitidos no mundo profissional é o aperto de mão. É a forma de cumprimento indicada no primeiro contato com clientes, fornecedores, colegas de trabalho, etc. Com esse pequeno gesto você pode conseguir saber muita coisa sobre a personalidade de seu interlocutor e, ao mesmo tempo, passa para ele informações sobre você.

Saber como dar o aperto de mão é muito importante para não transmitir uma imagem equivocada que pode colocar tudo a perder. Veja o que seu aperto de mão pode estar "dizendo":

o quebra-ossos: ser firme é diferente de ser forte. Ao contrário de transmitir autoconfiança, esse aperto de mão indica uma personalidade agressiva e dominante. Demonstra também que você está tentando intimidar seu interlocutor. Sem falar que vai machucá-lo.

o maria-mole: não tenha medo de segurar a mão de seu interlocutor com firmeza. Ao deixar a mão solta, você transmite falta de entusiasmo e energia.

o avarento: aquele que cumprimentar só com a ponta dos dedos passa a impressão de que é inseguro.

o sanduíche: ao fazer um sanduíche com a mão do interlocutor, você pode dar a idéia de que é condescendente ou, então, dominador.

o gangorra: ficar chacoalhando a mão do outro para cima e para baixo acaba transmitindo um entusiasmo excessivo, pouco natural.
Você deve estar se perguntando qual é, então, a melhor maneira de cumprimentar alguém. A resposta é simples: o aperto de mão deve ser firme e direto. Estenda sua mão direita, mantenha os dedos juntos e o polegar para cima. Deslize sua mão até que o ângulo formado por seu polegar e indicador encoste no ângulo da outra pessoa. Sua palma da mão encosta na palma da mão do outro. Segure firme, faça dois movimentos e depois solte. Ao mesmo tempo, olhe nos olhos da pessoa e sorria. Vale lembrar também que no meio profissional, qualquer pessoa pode iniciar o aperto de mão, seja mulher ou homem. No entanto, a pessoa que oferece a mão primeiro é vista como mais confiante e segura.
Fonte: Revista Você SA, janeiro de 2004

NAS NOVAS ENTREVISTAS DE EMPREGO, OS SEUS NERVOS É QUE VALEM

Lembra-se de quando empresas como Microsoft e McKinsey se divertiam submetendo seus candidatos a empregos a sessões de estratégia extenuantes? Se você acha que aquilo era duro, imagine uma entrevista em que nenhum volume de pesquisa ou informação de pessoas de dentro da empresa pode ajudar. Imagine, aliás, que tudo que você pode fazer é engolir um café da manhã saudável, vestir seu terno mais bonito e torcer pelo melhor. Na nova entrevista, eles não testam apenas o que você sabe. Testam também quem você é.

A coisa chama-se entrevista situacional e está se tornando rapidamente um must no mundo da busca de emprego. Na cultura de cautela pós-Enron, corporações estão considerando uma percepção óbvia: que um currículo brilhante e uma personalidade vencedora são quase tão precisos na determinação de um desempenho profissional quanto analistas de Wall Street na escolha de ações. Agora, com o acompanhamento atento de acionistas, a queda nas contratações e os cortes de despesas, nenhum administrador pode se dar ao luxo de contratar a pessoa errada. Companhias desde a J. P. Morgan Chase à General Electric - e centenas de outras - estão adotando os novos métodos. E isso não deve surpreender. Enquanto a entrevista convencional foi considerada apenas 7% precisa na previsão do desempenho profissional, a entrevista situacional alcançou uma classificação de 54% - a mais bem classificada entre todas as ferramentas de entrevista.

A superioridade da técnica situacional resulta de sua capacidade de enredar o mais esperto dos entrevistados. Evidentemente, cada candidato deve exibir uma dose saudável de conhecimento profissional, mas comportamento e firmeza de caráter desempenham um grande papel - e isso não pode ser facilmente burlado neste cenário de aula de dramaturgia no escritório. Por exemplo, um candidato a analista de um banco de Wall Street poderia ter de enfrentar, por exemplo, um cliente com uma discrepância contábil. A coisa não acontece no papel, mas em tempo real - com administradores e especialistas observando de perto. O entrevistador, ou algum assessor de treinamento em recursos humanos de fora da empresa, desempenha o papel de cliente irado ao telefone, zangado pelo dinheiro que perdeu quando uma transação não foi realizada em tempo. A coisa é montada como um erro óbvio da parte do banqueiro.

Os entrevistadores observam as reações dos candidatos: como eles processam a complexa informação contábil, sua habilidade para acalmar o cliente, o que sua linguagem corporal revela sobre suas próprias deficiências e que palavras eles escolhem. "São recriações muito vivas. Não há tempo para encenar um ato", diz Ron Garonzik, que chefia a prática de serviços de avaliação da firma de consultoria de recursos humanos Hay Group. Nesse exemplo, não ser honesto sobre o erro ou manifestar raiva ou frustração - por mais que seu currículo possa ser brilhante - significa que você está fora.

Entrevistas comportamentais também estão sendo buriladas para outras ferramentas que, até recentemente, estavam reservadas a contratações de elite. O sistema de teste de personalidade Caliper, por exemplo, que examina candidatos pela sua capacidade de inteligência emocional e aptidão para o emprego, viu seus negócios aumentarem 20% neste ano. Segundo o presidente e CEO Herb Greenberg, FedEx, Wal-Mart e BASF começaram a usar testes de personalidade para candidatos de alto a baixo da hierarquia, diz Greenberg.

Isso não é barato: um simples teste Caliper de duas horas com analise custa US$ 245. Uma entrevista situacional terceirizada sobe para US$ 500 cada. As pesquisas de antecedentes, que aumentaram dramaticamente no ano passado, também são um elemento crucial na seleção de candidatos. Usar tudo isso acresce centenas de dólares ao custo da contratação - mas pode poupar milhões evitando uma escolha errada.

Evidentemente, a nova entrevista tem seus inconvenientes. As companhias correm o risco de hostilizar candidatos que podem sentir que alguma linha de seu território pessoal foi invadida. Além disso, algumas empresas se preocupam com a lisura dos testes de personalidade. "Você precisa ter certeza de que não há vieses de gênero e raciais inerentes
no teste", diz um executivo de um grande banco de investimentos de Nova York que recentemente ampliou o uso do desempenho direcionado de papéis.

Aumentos reles. Bônus sumindo.Custos de saúde inflando. Some-se a isso outra coisa para os candidatos a emprego se preocuparem - suas personalidades sem treinamento prévio.

MARKETING PESSOAL É DECISIVO PARA CRESCER NO TRABALHO

Você é daqueles que se diz vítima do sistema e não tem seu trabalho reconhecido na empresa em que trabalha? Nem tudo está perdido. Especialistas apontam que muitos casos de falta de reconhecimento estão ligados diretamente a uma fraca estratégia de marketing pessoal. Em um português claro, significa que você pode não estar sabendo vender o seu peixe da maneira certa na empresa em que trabalha. Esse artifício, no entanto, não implica em uma mera auto-promoção ou em contar vantagens sobre os colegas. Trata-se de algo muito mais abrangente. A palavra-chave para o sucesso do profissional, dizem os especialistas em recursos humanos, é relacionamento.
Sonia Liggierri, professora do MBA Executivo de Marketing, do Ibmec, prefere tratar o assunto como marketing do relacionamento pessoal e explica o motivo: "todos têm obrigação de investir em seu relacionamento. A capacidade de conhecer outras pessoas e áreas é fundamental para o crescimento no trabalho."
Uma recente pesquisa conduzida pelo Wall Street Journal revelou que 75% das pessoas entrevistadas acreditam que a melhor maneira de ganhar visibilidade no trabalho é criar contatos internos e externos e procurar tarefas desafiadoras. A pesquisa foi realizada com empresas e profissionais responsáveis por processos de seleção.
"Auto-conhecimento é primordial", diz Sergio Lozinsky, sócio-diretor da PricewaterhouseCoopers Consulting (PwC). Segundo o executivo, o profissional deve conhecer suas limitações dentro da área em que atua. Para se destacar no ambiente de trabalho é preciso identificar os seus pontos fortes e empenhar-se em fortalecê-los ainda mais. Os talentos identificados, desenvolvidos e construídos tendem a aumentar em valor à medida que se adquire mais experiência, dizem os especialistas.
Quanto às fraquezas, é necessário estar atento. Eliminar as que podem comprometer o andamento do trabalho é essencial, mas o profissional deve preocupar-se muito mais em desenvolver seus pontos fortes. O fato de não ter a própria marca valorizada pode representar riscos de baixos salários e pouca valorização do trabalho.
Outro fato destacado por Lozinsky sobre o relacionamento refere-se a estar constantemente buscando melhorar a relação com colegas, subordinados e chefes. "É importante saber trabalhar em equipe, valorizar os que contribuem para o sucesso do seu trabalho", acrescenta o consultor.
Além disso, é crucial aproveitar cada oportunidade que surgir para falar - seja pessoalmente, por telefone ou via e-mail. Segundo Lozinsky, é importante mostrar sempre que está 'ligado'. Essa dica é válida especialmente para os iniciantes, que devem sempre buscar uma maneira de demonstrar suas qualidades.
Atualizar-se é imprescindível
Outra característica bastante mencionada pelos especialistas refere-se à constante atualização. É praticamente impossível explorar uma imagem para sempre sem que haja novidades. Mas atualizar as questões ligadas à especialização não basta. É fundamental manter-se em dia com os aspectos culturais e sociais para o desenvolvimento da carreira a longo prazo.
Para Flavio Maia, diretor do grupo Plaut IT, fazer bem o marketing pessoal não significa se expor exageradamente, mudar formas de agir e pensar. "Nenhum tipo de exposição exige que se diga tudo aquilo que o profissional já fez em sua carreira, sua formação, seus cases. Essas características são naturalmente notadas pelas pessoas necessárias. Basta estar no lugar certo, na hora certa e com as pessoas certas", explica Maia.
Honestidade também é um ingrediente que não pode faltar na lista de quem pretende se auto-promover. Augusto Pinto, diretor da RMA Comunicação e Negócios e autor do livro Ser Humano.com.br, diz que o profissional deve transmitir sua opinião independentemente do que os outros pensam. "Tem que desenvolver um perfil que explore suas habilidades, sem mudar seu caráter pessoal, e criar uma imagem para o mercado na qual ele poderá ser sempre coerente com ela", resume.
Os especialistas são ainda unânimes em alguns aspectos. Um deles é a opinião de que o profissional não deve atirar para todos os lados e nem se vender como um produto para o mercado. Neste caso, cedo ou tarde, terá sua imagem desgastada. É preciso estar disponível sempre: aceitar convites para participar de eventos, atualizar-se o tempo todo, transmitir a imagem de que está sempre inserido em seu mercado de atuação. E, o mais importante, ter em mente que quem, de fato, faz sua imagem são terceiros: funcionários, clientes e parceiros.
Marketing pessoal - dicas práticas
Palestras: uma boa maneira de se apresentar ao mercado, fortalecendo a sua imagem no meio empresarial. Além de estar por dentro dos assuntos relacionados, no entanto, o profissional deve saber falar para um grupo.
Primeira pessoa: se você está representando sua empresa, não fale nunca na primeira pessoa - "eu demorei, eu criei"; geralmente há várias pessoas engajadas em um projeto e vai soar que você quer aparecer mais do que deve.
Mantenha-se atualizado: quando o seu chefe perguntar em uma reunião "como é mesmo o nome daquela empresa que pediu concordata nessa semana?" você certamente ganhará pontos ao saber de imediato do que ele está falando.